A Igreja


Assembleia de Deus


No início da década de 1960, quando Brasília estava sendo construída, havia uma igreja Assembléia de Deus na antiga Vila Amauri, invasão que se encontrava próximo ao centro do poder. Algum tempo depois, teve de ser removida para a quadra 9, n° 277 na Vila Planalto, também invasão. No início de 1964, a igreja quase foi extinta em virtude da transferência dos moradores desse local, inclusive a maioria dos membros da igreja, para o acampamento do IAPI, atual Ceilândia Norte; para o gama e para Vila da Liberdade do norte de Taguatinga. Em razão disso, esses membros passaram a ser subordinados a outras igrejas. Os irmãos que permaneceram na Vila Planalto, começaram a fazer cultos nas suas próprias casas, no Iate Club e em outros lugares; e só iam para a Catedral, sede na w5 sul, aos domingos, nos cultos de Santa Ceia e nos cultos de doutrina.
O querido e saudoso irmão Miguel Gonçalves dos Santos tinha uma cantina muito grande no Acampamento da Nacional com capacidade para 200 pessoas que costumavam se alimentar nesse local, entre elas, operários da construção de Brasília; resolveu então ceder o espaço, após as refeições da noite, para reunir os irmãos todas às sextas-feiras e fazer cultos de oração. A partir daí, muitos que eram convidados ou que até mesmo permaneciam no local, iam se convertendo ao evangelho de Jesus. Passando-se um tempo, devido o crescimento de irmãos, houve a necessidade da criação de cultos públicos aos sábados, em que o irmão Miguel e o irmão Antônio Leite, o qual tinha uma padaria em frente à cantina, estavam na frente dos trabalhos, unindo forças para que dessem continuidade à obra do Senhor. A quantidade de pessoas que iam freqüentando aos cultos era grande; e ir para a catedral, sede na Avenida W5 Sul, naquela época, era difícil pelo fato de o único ônibus, que ia o mais próximo da catedral, ia somente até a praça dos três poderes, tendo então que caminhar o restante do percurso, que era mais distante do que o percurso do ônibus. Devido a tudo isso, o irmão Miguel, juntamente com sua esposa, saudosa Luzia de Araújo Padilha Santos, resolveram desfazer da cantina, dividindo-a em um salão grande para que fossem realizados os cultos, e a outra parte, o seu armazém; fez ainda quartos para os irmãos que não tinham onde morar. A partir daí, puderam ser realizados, normalmente, os cultos que outrora eram feitos nas casas de irmãos e em clubes.
Ficaram então dirigindo os cultos, o diácono Antônio Alves Leite e o irmão Miguel Gonçalves dos Santos, renascendo então, a congregação da Vila Planalto.
Em 1979, o Governo do Distrito Federal transferiu o Acampamento da Nacional para a vila planalto e nesta ocasião, a Diretoria da Igreja solicitou uma área para construção provisória do templo, visto que não era possível construir um definitivo. Concedida, então, esta área no acampamento DFL, toda a congregação, na gestão do Pastor Luís Ribeiro, empenharam-se em construir a igreja com madeira. Na época, era a única Igreja Evangélica denominada Assembléia de Deus em Vila Planalto. O Pr. Luis Ribeiro, junto com os obreiros e os membros pioneiros tiveram grande tarefa em evangelizar toda a Vila Planalto, com resultados positivos. Com isto, a Igreja foi crescendo, tendo como Dirigentes o Pr. Maciel e João Ferreira (em memória). Já na gestão do Pr. Frederico Hosana dos Santos, foi necessário aumentar o templo, visto que o rol de membros estava crescendo a cada momento. Nesta gestão, foi criada a banda de música, tendo como Maestro, o irmão Lindário Ribeiro, que ajudou na evangelização e formação de músicos profissionais que atuaram na igreja. Com tudo isso, foram sendo consagrados como obreiros os irmãos: Miguel Gonçalves dos Santos, Raimundo Alves Figueiredo e Antônio Amâncio Filho, pioneiros da congregação da Vila Planalto. Nesta igreja vendo a cada dia a manifestação do poder de Deus, o Evangelista Miguel Gonçalves dos Santos reassumiu a igreja, sendo sucedido pelo Pr. Eliel Mendes da Silva. Com a transferência das famílias que moravam na área da igreja, a congregação passou então por uma reforma, afim de ser ampliada.


Essas famílias, pioneiras, que viram o crescimento da Igreja, foram recompensadas por Deus com o recebimento de terrenos concedidos na Vila Planalto. Ainda na gestão do Pastor Eliel, foi criado o coral “Hosanas nas alturas”, com a regência dos irmãos Josué Cosmo e Givaldo Pedro, para somar com o departamentos infantil e Escola Dominical, que se destacavam desde a fundação da igreja. Contudo os conjuntos da mocidade e CIBE, que já existiam de gestões anteriores, ganharam nomes, sendo estes Elo Eterno e Vencedores por Cristo, permanecendo assim até hoje. Nesta época, com amadurecimento de vários jovens e adolescentes, foram realizados vários obreiros e ainda foi aberto sete subcongregações. Primeiramente, localizada no CEUB e depois foram expandidas para Samambaia, onde a igreja da Vila Planalto deu todo apoio. O Pr. Eliel passou a direção ao Pr. Ademar Guimarães que, após fazer uma ótima administração, passou ao Pr. Altamiro Rufino Soares. Começa então o planejamento da planta do templo. Por haver a necessidade de ampliação da igreja, foi feito então o primeiro protocolo de pedido de fixação da área. O Pr. Altamiro passa a direção ao Pastor Olário José da Rocha. Com a fixação da Vila Planalto na mesma área, o documento de concessão de uso da área foi liberado pela TERRACAP com os sonhos de ver realizada a construção definitiva de nossa congregação. Na época, o Pb. Reurides Siolin da Silva, projetista oficial do Campo da Catedral, elaborou a planta da igreja, tendo sofrido várias mudanças pelo DEPHA – Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Distrito Federal, para enquadrar dentro dos parâmetros de tombamento da Vila Planalto. Tendo a planta sido aprovada pelo DEPHA, foi transferido provisoriamente a igreja para o barracão do irmão Miguel Gonçalves dos Santos em seu terreno. Na última semana de agosto de 1996, emanados num grande mutirão, foi derrubada a congregação de madeira.
No dia 02 de setembro de 1996, o Pr. Olário José da Rocha acompanhou as perfurações de sondagens do solo. Com a notícia do início da construção do templo em Vila Planalto, começaram a chegar forças humanas para somar com os membros locais; é de se elogiar o irmão Juscelino Galdino, que transferiu sua moradia para o terreno da igreja e fez toda a ferragem juntamente com seus auxiliares até a última viga, de forma voluntária, que também auxiliou no reboco da igreja. Os irmãos, animados e entusiasmados para construir seu próprio templo e utilizando sua fé em Cristo Jesus, começaram a fazer campanhas para suprir financeiramente o gasto da obra, tendo como coordenadora de campanha a saudosa irmã Luzia de Araújo Padilha Santos que incansavelmente trabalhou. O Pastor Olário José da Rocha e o Mestre-de-obras, Presbítero Cireno Gomes Calixto, com a mão na obra, trabalham juntos com a equipe de mutirão e com a expectativa de ver uma igreja ampla, bonita, repleta de fiéis. Foi uma grande jornada de trabalho. Dia e noite, às vezes, madrugadas. Aprendemos muito com esta atitude e empenho do Pastor Olário José da Rocha. Importante ressaltar que a congregação contou com o apoio fundamental da Catedral, que além de nos ajudar financeiramente, o Pastor Eduardo Sampaio, honorável Presidente do Campo da Catedral, nos presenteou com toda a estrutura férrea e cobertura do templo. O Ev. Aristeu dos Santos assumiu a Igreja interinamente no período de dezembro de 1996 a fevereiro de 1997, quando fizemos o primeiro culto de natal já no templo, sem o acabamento ainda. O Ev. Aristeu dos Santos passou a direção da Igreja, em fevereiro de 1997, ao Pastor Pedro Martins, que, com a determinação própria dos homens de Deus, deu continuação à obra, fazendo o acabamento da Igreja com o reboco, vidros, pinturas, piso de granito, muros e grades, onde nos levou a ser uma igreja de grande porte, onde também, obreiros e membros começaram a despertar para a grande e maravilhosa obra de Deus, buscando um acabamento de primeira qualidade, tendo em vista que na Vila Planalto o templo da Assembléia de Deus é o maior porte em construção e está situado em uma área privilegiada na Capital do Brasil. O Pr. Pedro Martins passou a direção da igreja para o Pr. Walmir de Moraes que deu continuidade à obra de construção até maio de 1999, com o compromisso, junto à Catedral, de completar 7.000 almas para o campo. Tendo realizado a ampliação da parte administrativa, orando com a igreja em busca de um consenso geral para o progresso espiritual e patrimonial, criando a SENAM – Secretaria Nacional de Missões, Núcleo da Catedral, em Vila Planalto. Criando mensalmente com a Diretoria da Igreja, Cruzada Evangelística, reunião que beneficia a união dos departamentos e finalmente trazendo grandes conseqüências positivas para a igreja, como também a criação de uma Comissão de Obras para fiscalizar o andamento de serviços e compras de bens para a Igreja. Dentro do contexto do término da igreja, foi dada a finalização da obra em 19 de maio de 1999, com pinturas, polimentos das pedras, pintura do muro, ferragens, plantações de árvores, calçadas externas e revisão das instalações elétricas da igreja nessa data. A cada dia Deus abençoou a igreja, segundo suas grandes misericórdias e bondades, crescendo o número de membros e abençoando com poder e glória a maioria dos membros. No dia 1° de abril de 2001, foi dado posse ao pastor Paulo Ribeiro, que dirigiu a igreja durante quatro anos e dez meses, dando continuidade à obra do Senhor, apoiando o departamento de missões com as cruzadas, ações sociais e a implantação do PAC – Projeto Apóstolos de Cristo em 2003

Diante de tudo declarado assim, temos imensa gratidão, entendimento e inspiração para chegarmos ao fim de uma grande obra. Nossas sinceras homenagens aos colaboradores, irmãos, irmãs, jovens, adolescentes e crianças, que sem medir esforços, deram tudo de si para que chegássemos aos termos de um esplendoso templo, casa de oração, e que Deus retribua com suas grandiosas bênçãos a cada um. Aos pastores e suas famílias.

“Porque agora escolhi e santifiquei esta casa para que o meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias” 2Cr 7.16